Bem-vindo 2024

Jau Ribeiro – Empresário, agricultor.

Atravessamos um ano difícil, mas que gerou expectativas de transformações importantes para o nosso país e o mundo. Encerramos 2023, num cenário internacional marcado por duas guerras insanas, em que as principais vítimas, contadas aos milhares, são crianças inocentes e, por aqui, no Brasil, após uma eleição em que o país se dividiu, cresce a esperança de superarmos nossos obstáculos e traumas, para enfim, retomarmos o caminho para a construção da tão sonhada sociedade com igualdade e oportunidades para todos.

É certo de que, o mundo das duas guerras não será o mesmo. Ucranianos, russos, judeus, palestinos e seus conflitos, vão alterar a geopolítica e as relações mundiais. No Brasil, em um ano eleitoral, a configuração do país que efetivamente queremos ter, vai emergir nas urnas. Mas, é para Iaçu e a nossa Chapada? O que podemos esperar de 2024?

Ao contrário dos cenários internacional e nacional, na Chapada muito pouco mudou e em Iaçu, nos últimos quatro anos é como se o tempo tivesse literalmente parado. Pinta-se um meio fio aqui, outro acolá, se faz algumas poucas obras, mas nada transforma a vida das pessoas. Nosso principal produto de exportação continua sendo os filhos da terra, nossos jovens que sem esperanças, se vêm obrigado a partir, em busca das oportunidades que não encontram aqui.

O que de fato mudou na Iaçu dos últimos três anos? Qual o projeto de desenvolvimento que os atuais dirigentes do nosso município, nos oferece? Que soluções apresentam para a geração de empregos e a formação e capacitação dos nossos jovens? O que têm feito para apoiar os nossos produtores rurais? Que ações estão definidas para levar moradia e cidadania para a parcela da população que a despeito dos programas do Governo Federal, continua desassistida? 

Se olharmos a realidade da Iaçu de 2023, parecemos estarmos condenados a mesmice, como se fosse uma sentença irremediável. Entretanto, basta olharmos para a vizinha Itatim para percebermos que necessariamente o nosso futuro não tem que obedecer a uma fatalidade proveniente do descaso, da acomodação e da prioridade dada a interesses e compromissos pessoais, que nada têm a ver com os reais interesses da nossa gente.

A lição que o ano que termina deixa para os Iaçuenses é de que não há mais lugar para a mesmice e que podemos sim, sonharmos e termos esperança. Precisamos nos unir em torno de um projeto de transformação de Iaçu, que nos livre da estagnação, do marasmo econômico e social.

O ano de 2024 é muito bem-vindo. Será o ano em que a esperança vai voltar a Iaçu.

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