Família de suspeito ofereceu irmã para “quitar” assassinato da cigana Hyara Flor, diz pai da vítima

Foto: Reprodução / TV Record

O pai de Hyara Flor Santos Alves, Iago Alves, afirmou que a família do suspeito de matar a adolescente teria oferecido a irmã do marido da cigana para ser morta, a fim de “quitar” o assassinato de Hyara. A declaração do pai da vítima foi realizada em entrevista ao Domingo Espetacular, da TV Record, exibida no último domingo (30).

“Eles que me ofereceram se poderia matar a filha deles. Eu disse: ‘eu não sou bandido, bandido são eles’”, afirmou Iago, à Record. Segundo o pai da vítima, a proposta teria sido feita para evitar uma “matança” dos parentes.

O pai do suspeito de ter cometido o assassinato, Junior Amorim, revelou estar sofrendo ameaças de morte desde a morte de Hyara, e contou que estava com medo: “Ele [Iago] disse que só falava comigo se eu entregasse meu filho e ele arrancasse o pescoço”, relatou.

Na última quarta-feira (26), foi apreendido pela Polícia Federal o menor suspeito de ter matado a cigana Hyara Flor Santos Alves, de 14 anos, na cidade de Guarantinga, região de Porto Seguro, no dia 6 de julho deste ano.

O seu marido, que tinha a mesma idade, era o principal suspeito. Hyara foi atingida por um disparo de tiro de arma de fogo, chegou a ser encaminhada a um hospital, mas não resistiu.

A apreensão aconteceu no estado do Espírito Santo, na manhã desta quarta-feira (26), e o acusado será levado à cidade de VIla Velha.

Ele foi localizado após uma ação conjunta entre a Polícia Civil e a Polícia Federal. A busca e apreensão do menor de 14 anos foi determinada pela juíza Silvana Fleury Curado, da 1ª Vara Criminal de Guaratinga.

Ela apontou na decisão que “existem indícios suficientes de autoria, visto que as provas coligadas nos autos indicam, com certa dose de segurança, que o adolescente contra o qual se dirige o pleito de internação provisória, investiu contra a vida de Hyara”.

Hyara e o menor suspeito eram ciganos e casados. O casamento entre adolescentes é parte cultura dos povos ciganos, mas é inválido perante a lei. Após o crime, o suspeito e sua família fugiram para o Espirito Santo. Enquanto foragidos, o pai do acusado, Junior Alves, apareceu em um vídeo com uma arma em um bar.

Fonte: Bahia Notícias

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